Eduardo Orozzi
A febre da série “The Boys”
Por que você não pode mais esperar para conhecer os “vilões” desse seriado que está bombando na Amazon Prime
Eduardo OrozziFalando sério: se você ainda não deu um check em The Boys, está perdendo tempo e uma série incrível. É o puro suco da desconstrução e das conspirações, e o primeiro grande motivo para ver são as “subversões narrativas”. Esquece aquele papo de herói perfeitinho com moral inabalável: aqui os caras são bem mais pro lado vilão da força, cheios de segundas intenções e bem longes do que a gente tá acostumado a ver no cinema convencional.
The Boys é uma série baseada em uma HQ, e traz uma proximidade da realidade bizarra. Os heróis funcionam como grandes influenciadores digitais controlados pela Vought, uma empresa que só quer saber de lucro e likes acima de qualquer ética. É uma crítica pesada sobre como o marketing e o corporativismo manipulam a opinião pública, mostrando que a imagem de “salvador da pátria” na maioria das vezes é só fachada pra “vender produto”.
Para dar sustento a esse mundo, a série foca muito na humanidade dos heróis. Eles não são robôs de bater em bandido, semi-deuses, ícones (quase) inabaláveis, mas pessoas com vícios, traumas e inseguranças que os tornam personagens muito mais densos e interessantes. Ver que até quem tem superpoderes pode ser emocionalmente quebrado e cometer erros grotescos é o que faz a história ser viciante e te prender do início ao fim.
Impossível falar de The Boys sem citar o Capitão Pátria (Homelander), que é um dos motivos principais para acompanhar a trama. Ele é o símbolo máximo da série: um herói que por fora é o “sonho americano”, mas por dentro é um sociopata completo e totalmente imprevisível. A tensão que esse cara gera toda vez que entra em cena é o que diferencia essa obra de qualquer outra coisa que está rolando no streaming.
Então, a dica básica que eu te dou é: espere o inesperado. A trama — que já está no streaming há algum tempo e não é uma “supernovidade”, como alguns acham — não tem medo de passar o rodo em personagens queridos; ou de meter um plot twist que te deixa de queixo caído no final do episódio.
Prepare-se para uma experiência caótica, repleta de violência gráfica e um humor ácido que vale cada segundo de maratona. Se você quer fugir da mesmice dos filmes de herói padrão (ainda bem!), junte-se aos “The Boys” (“Os Garotos”). Eles são essencialmente como nós, e é fascinante desbravar o universo da natureza humana, demasiado humana (como diria Nietzsche).




COMENTÁRIOS