Meu filho Jeffrey: o retrato de um monstro
Série documental faz uma “anatomia” do serial killer Jeffrey Dahmer com sua família, testemunhas, vítimas e policiais da época dos crimes
“Meu Filho Jeffrey: as gravações da família Dahmer” / Amazon Prime divulgação “Nós, serial killers, somos seus filhos, somos seus maridos, estamos em toda parte. E haverá mais de suas crianças mortas amanhã.” Essa é uma declaração verdadeira do assassino em série Ted Bundy, talvez o mais conhecido (e incrivelmente admirado, como Jack, O Estripador!) do mundo. Outro serial killer que ainda nos dias de hoje desperta terror e fixação é Jeffrey Dahmer: o gentil e solitário cara da fábrica de chocolates. Ninguém imaginava. Era apenas o gentil e recluso Jeffrey. Não incomodava ninguém. Esse “bom moço” originou muitos livros e séries, como o documentário Meu filho Jeffrey: gravações da família Dahmer.
A verdade histórica é que pessoas como Jeffrey podem ser muito perigosas, e esconder do mundo inteiro, até da família e dos mais chegados, suas terríveis sombras. Em “Meu filho Jeffrey”, a novidade principal é o resgate de conversas gravadas entre o pacato e brilhante professor de Química Leonel Dahmer, e seu filho mais velho, Jeff, já na prisão por ser um serial killer conhecido como O Canibal de Milwaukee. Além disso, temos testemunhos de testemunhas oculares, amigos (supostamente), vítimas e policiais que participaram do caso.
Este episódio hórrido — mas muito instigante para amantes de histórias de true crime — me marcou tanto que me lembro, ainda criança, das imagens do homem alto, loiro, de calmos olhos azuis atrás de seus óculos e traços angelicais em um uniforme laranja de “O Canibal de Milwaukee”. Os crimes chocaram o planeta.
CRÂNIOS E VÍSCERAS NO FREEZER E SEXO COM MORTOS E MENORES DE IDADE 😱
Jeffrey sempre gostou de dissecar animais, desde que era um garotinho. E tinha fascínio pelas entranhas de corpos humanos, como quando estudou Medicina ao servir o Exército — sua professora ficou espantada com o interesse de Jeff em cadáveres e órgãos. Visivelmente (do seu jeito, talvez totalmente silencioso) se abalou com o divórcio dos pais; logo depois, cometeria, incólume, seu primeiro assassinato.
Abandonou a faculdade. Depois, foi dispensado do Serviço Militar como médico por alcoolismo e por drogar (e abusar sexualmente) de seu colega de quarto. Depois, entregaram-lhe à avó. A avó não suportou os primeiros indícios de seus crimes e o chutou. Então, já tendo sido preso por 1 ano devido a abuso de um garoto de 13 anos, e em condicional, foi trabalhar em uma fábrica de chocolates e morar sozinho em um matadouro que se tornou seu apartamento.
A polícia mal acreditou quando finalmente as queixas dos vizinhos do prédio foram ouvidas, e bateram à porta, do “lar” de Jeffrey Dahmer, sem pedir licença. Um barril de 200ml com ácido e gestos humanos. Pedaços de cadáveres por toda parte. Até mesmo crânios e vísceras no freezer. Cabeças empalhadas como troféus. Jeffrey confessou que comia bifes de suas vítimas: em geral, homens ou meninos negros ou asiáticos, pobres e perdidos nas casas noturnas gays. Ninguém notaria, e a polícia fez pouco caso. Acreditou em “Thor”, desdenhou de denúncias, negligenciou evidências.
DECIFRA-ME OU LITERALMENTE VOU TE DEVORAR
É impossível falar mais sobre a série Meu filho Jeffrey: as gravações da família Dahmer. Veja por si mesmo e tente — como muita gente fez e ainda faz — “desmembrar” quem foi Jeffrey Dahmer e por que lhe habitava tamanha ferocidade.
Deixo aqui uma entrevista (ou pista) que Jeffrey deu, ao lado de seu pai Leonel, na prisão — onde viria a ser morto por um dos detentos. Duvido que você desconfiaria de um cara desses, se o áudio estivesse desligado!
Deixo aqui uma entrevista (ou pista) que Jeffrey deu, ao lado de seu pai Leonel, na prisão — onde viria a ser morto por um dos detentos. Duvido que você desconfiaria de um cara desses, se o áudio estivesse desligado!
No fim, Jeffrey Dahmer, especialmente nesta série lançada no streaming do Brasil em 2023, é sobre negligência para com negros no Oeste dos EUA nos anos 1970 a 1990; é sobre os limites da sanidade, a loucura silente; e que “eles” ou “elas” podem, como disse Ted Bundy, estar em qualquer lugar. Tome cuidado para não dormir com o inimigo, ou morar muito perto dele.
🍿 Onde assistir: Amazon Prime - Paramount+
⭐️ Destaques do elenco: pessoas que conviveram com Jeffrey Dahmer e que o investigaram à época dos crimes
🅰️ Classificação: 14 anos





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