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Ijuí,06/06/2026

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    Forrest Gump: o “esquisitão” que o cinema nunca vai esquecer

    Tom Hanks dá vida ao protagonista Forrest, em obra magistral e idílica de 1994, vencedora de 6 Oscars


    Forrest Gump: o “esquisitão” que o cinema nunca vai esquecer Forrest Gump/Divulgação Paramount+

    Sabe aquele filme que parece um abraço apertado? Mas que também te dá um “sacode” sobre o que realmente importa. Lançado nas priscas épocas de 1994, Forrest Gump: o contador de histórias não é apenas uma obra-prima que limpou a mesa do Oscar levando 6 estatuetas; é um verdadeiro fenômeno cultural que se recusa a envelhecer — isso nunca acontecerá. Nessa história, a gente acompanha a jornada de um cara que, sem qualquer pretensão de grandeza, acaba se tornando o ponto de gravidade de momentos históricos que definiram o século XX. É uma mostra de que a vida tem um jeito muito doido de colocar as peças no lugar, ou de embaralhar o que pareciam convicções.


    A trama é uma espécie de “Forrestverso”, onde a história dos Estados Unidos acontece no espelho retrovisor enquanto nosso protagonista Forrest apenas segue seu caminho. É genial como o roteiro costura a inocência pura do personagem de Tom Hanks com o caos da Guerra do Vietnã e os movimentos sociais da época. Ele é como aquela pena que abre o filme: flutua conforme o vento, mas sempre encontra um ombro acolhedor para pousar. Em uma época de tantas “fórmulas prontas” disso e daquilo como a nossa, Forrest Gump lembra-nos de que a existência não precisa de um GPS complexo ou inflexível para ser épica e cheia de significado.



    Cena clássica de Forrest Gump, quando decide simplesmente correr pelo mundo. Imagem: divulgação 


    O SUPERPODER DE SER “ESQUISITO” E GENIAL 😵‍💫✨


    Precisamos falar da atuação do Tom Hanks, vencedor do Oscar de melhor ator por dar vida a Forrest Gump: Hanks é pura alquimia cinematográfica. Ele nos entrega um Forrest que é rotulado como “esquisito” pela sociedade, mas é justamente aí que mora a sua magia. Com um olhar que parece estar sempre processando o mundo em uma frequência que ninguém mais capta, Hanks/Forrest não faz uma caricatura; ele constrói um homem que não tem os filtros sociais que nos tornam cínicos. É uma figura que vive na simplicidade absoluta, tratando o amor e a lealdade como as únicas moedas que realmente valem alguma coisa.


    Essa “esquisitice” é, na verdade, uma autenticidade radical sem medo de ser julgada. Em um tempo onde todo mundo tenta ser o protagonista descolado da própria vida como o nosso, Forrest nos ensina que sermos nós mesmos — mesmo que isso pareça estranho para os outros — é o maior ato de rebeldia (e heroísmo) que existe. Ele não tenta se encaixar ou seguir as regras de etiqueta da ambição humana; ele apenas corre quando sente vontade, e depois se senta para conversar com quem precisa de companhia, e depois combate em uma guerra que não entende, e joga tênis de mesa com maestria, e segura uma caixa de bombons em um banco na calçada, como na antológica cena da obra. 


    Resgatar essa pérola do Cinema hoje é um exercício terapêutico para a alma. Num mundo saturado de ansiedade e cobranças por produtividade, olhar para a trajetória desse “homem comum”, mas que acabou sendo único,  nos reconecta com o prazer de apenas “ser”. Forrest Gump é um filme unívoco que nos faz rir e chorar na mesma medida, deixando aquela certeza de que, embora a vida seja como uma caixa de bombons e a gente nunca saiba o que vai vir, a melhor parte é ter a coragem de abrir a caixa e saborear cada pedaço. 


    Se o filme fosse recente, provavelmente diriam que Forrest era autista, ou tinha problemas mentais, ou superdotação, ou TDAH, etc. Mas quem poderia julgar Forrest? Nada disso importa: Forrest Gump foi Forrest Gump, e muitos o aplaudiram, outros ficaram impressionados, outros ainda, confusos. Ele foi um ser humano desbravando o que tinha de mais valioso: a própria vida, e o mundo na qual ela habita. Forrest Gump é inesquecível para quem o conheceu. Sente-se ao lado de Forrest naquele banco, tire um bombom da caixa e escute as histórias dele: tudo é imprevisível. Principalmente para quem tem coragem de viver e ser.


    🍿 Onde assistir: Netflix, Prime Video, Paramount+ e Google Play (compra/aluguel)

    ⭐️ Destaques do elenco: Tom Hanks, Robin Wright, Gary Sinise, Sally Field e Mykelti Williamson

     🅰️ Classificação: 14 anos





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